Poema

Era uma vez nas Américas

Era uma vez uma história de quase amor
Ele, apaixonado, ela nem ligava
Ele tentava, ela o ignorava
Ele implorava, ela pisava
E ainda assim, ele continuava

Ela ordenava, ele obedecia
Ela o elogiava, ele sorria
Ela fingia, ele acreditava
No fim, ele a perdoava

Ele, América do Sul
Quem sabe, o Brasil
Ela, a América do Norte,
Prepotente e arrogante

Ele, fantoche inerte
Ela manda e desmanda

De lobby, ela entende

Afinal, a quem queremos enganar?
Republiqueta das bananas
Colônia de exploração espontânea
É fato, sempre foi assim, pra que mudar?
Quem há de mudar?
Quiçá, um dia, quem sabe.

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"Ou escreves algo que valha a pena ler, ou fazes algo acerca do qual valha a pena escrever." Benjamin Franklin

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