Visão do Autor

A solução para nossos problemas

Que o Brasil enfrenta uma crise política e econômica ninguém pode negar. Que a violência em nossa região está alarmante é outro fato inegável. A situação na qual nos encontramos é deprimente e aterrorizante. Em momentos como esse, é vital afastarmos o desespero e o choque de realidade. Por mais que seja natural o impacto, ele deve ser combatido. Não obstante, comentários e/ou julgamentos baseados no ódio são atitudes irracionais. E o mal já tem publicidade suficiente para que continuemos a divulgá-lo veementemente.

É compreensível que queiramos discutir com unhas e dentes a respeito de vários assuntos polêmicos, mas isso não leva a lugar algum. Ser sensato é argumentar sem partir para a violência ou a falta de educação. E essa sensatez é característica da humanidade, já que nos diferencia dos outros animais.

Com todos esses acontecimentos, não basta também que saibamos apenas como discutir e como nos comportamos. Aliás, ter ciência disso é uma coisa básica. Mas, então, o que é preciso ser feito? Pensar. Exatamente no quê? Na solução para nossos problemas. E qual seria? Só vejo uma: educação.

Obviamente, não é uma medida a curto prazo. Educar uma nação é um processo que requer tempo e investimento, sem falar em persistência, calma, estratégia, entre outros valores que se podem associar. Entretanto, se um índice elevado de qualidade educacional for alcançado por um Estado, uma gama de benefícios viria junto, como a geração de empregos, que acarretaria em produção de riquezas e uma economia sólida.

Um outro exemplo seria a diminuição da taxa criminal. Se um governo aumenta a quantidade de escolas e cursos técnicos fornecidos, o número de oportunidades para pessoas desfavorecidas aumenta. E com mais chances de subir na vida e trilhar uma carreira, menos indivíduos buscarão o crime como trabalho. Porque terão uma alternativa que será bem mais fácil, compensatória e sem tantos riscos.

Educar não significaria somente passar conhecimento e habilidades. Compreenderia, também, estruturar uma base ética para a melhor convivência do elemento em sociedade. E isso incluiria o estudo de algumas leis e princípios morais.

Um país educado apresentaria resiliência, ou seja, a capacidade de lidar com adversidades. Um país educado interviria muito pouco na economia. Um país educado teria representantes sábios e honestos a sua frente. Um país educado respeitaria a própria Constituição acima de tudo. Um país educado atrairia investidores. Um país educado daria reais oportunidades a todos os seus habitantes. Um país educado seria visto como exemplo de trabalho, esforço e nobreza pelos outros e não como um lugar tomado pela corrupção. Um país educado apresentaria os melhores índices de qualidade de vida. Uma país educado saberia explorar as suas riquezas naturais da maneira correta e sem prejudicar o meio. Em um país educado habitariam cidadãos pensantes e críticos sempre dispostos a buscar algo melhor. Um país educado é, portanto, a solução.

Porém, enquanto estivermos acomodados, nada mudará. Se não manifestarmos, calma e educadamente, nossa insatisfação para com as ações populistas (que são meros remédios para as dificuldades e não a verdadeira cura), nada se transformará. Ficaremos no mesmo patamar. Estagnados e sem perspectiva. Creio que um futuro melhor é o sonho de qualquer pessoa. Mas esses futuros precisam de um presente corajoso, esperançoso e focado na direção do princípio que é capaz de alterar o rumo de nosso país: a educação.

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