Livra-me

O Homem é um reflexo de padrões predispostos pela sociedade, os quais a tudo rotulam como certo ou errado com base em seus bancos de dados, cujos dados competem padrões.
O Oprimir é tratado como o verbo dos frescos e enjoados, pois “já não existe esse tipo de atitude, o máximo que ocorre atualmente são apenas brincadeiras”; os que se colocaram no grupo normal da sociedade não poderão enxergar se não quiserem abrir os olhos.
O Massacre da personalidade, ao qual muitos se submetem, por seguirem aquilo que a dita alta escala da sociedade impõe, é substancial. Porém, é fácil notar que esses súditos estão deslocados de seus lugares naturais e procuram arduamente, uma maneira de serem aceitos.
O Ópio dos divergentes ao modelo é conspícuo, pois dormem para realidade, como maneira de fuga e criam assim uma armadura “normal” a qual nomeiam de ‘eu’.
É Sucinta a lista dos “perfeitos”, porém é colossal sua influência nas ideias que a maioria das pessoas pensam. Existe sempre o “bonito”; “feio”; “inteligente”; “ignorante”, no entanto de onde partiu a essência da beleza? Sem essa não há como classificar.
O Suscitar do “normal” factual é utopia distante da realidade. Mentirosos, atualmente, são aqueles que podem enxergar a tamanha máscara colocada sobre o antigo rosto do preconceito.
O Exórdio rosto da discriminação era provavelmente mais bonito aos olhos das vítimas, pois podiam dizer e provar o preconceito, mas agora ele se esconde ao seu lado, ele se disfarça com humor e usufrui em larga escala da mente do próprio interlocutor.
O Xotar das realidades é dado como ato cotidiano, porque enquanto o problema estiver devidamente disfarçado, será vantagem para as déspotas ideias advindas daquele banco de dados dos “normais”.
O Ufanismo por estar inserido dentre os “perfeitos” é exatamente a arma da qual mais se utilizam. Constroem a necessidade de se encaixar ali e assim cegam com o brilho ofuscante da glória de ser “normal”.
O Antagônico a esse prazer imposto pela sociedade, “Ignorante e cheio de mimimis”, assim dizem e conquistam cada um, com as propostas de uma beleza e raciocínio que eles mesmos construíram.
O Livre, aquele que mesmo sabendo todas as vantagens de ser “bonito” não muda seu pensamento, não tende à ignorância nem se entrega às “glórias”. Não muda suas ideias para adequar-se ao exigido, é o que é sem importar-se com o esperado.

Um comentário

  • E isso temos q lutar pelos nossos direitos. Enquanto abaixarmos nossas cabeças para nos adequar ao “normal” da sociedade nunca teremos vez

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