O Manifesto

O garoto que nascera em mim, em tão mísero tempo de convivência, germinou em meu eu seco e álgido. Uma mudança, da qual sempre tive receio, aconteceu de maneira excessivamente agradável. Derreteste minha frieza e regaste-me em minha natural terra seca, fazendo brotar então um ser novo em mim.

A abdicar de meus pensamentos para poder querer-te, coloquei em cheque meus raciocínios, os quais pensava estarem solidificados. Diversas tentativas não foram capazes de impedir-me de despencar nessa paixão disforme que me consome as forças. Diga-me o que realmente queres a meu respeito, pois sou ser frágil de armadura já forjada de um passado estranho. Conte-me se isso não faz parte de teus prazeres e onde realmente me insiro nisso tudo.

A batalha que travo com a personalidade que grita para que eu acorde, então agora suplico que diga-me, ajude-me, pois apenas tu sabes aquilo que queres de mim. Diga-me se devo ouvir esse tão decadente lado de mim mesmo e permitir-me cair novamente em teu colo e abraço.

A rogar-te para que não me enganes, digo-te que és mais que eu, qualquer dia, esperaria. Deixe me ser o foco de teus cuidados ou diga-me logo que não me deseja mais, pois sou frágil e pequeno quando comparado a sua magnitude.

A Yakusa de minha vida, sem dúvida, a maior máfia presente em meus sentimentos. Cometendo diversos delitos contra minha personalidade indiferente e fria, abrasando-me com teu riso e flamejando-me com teus olhos.

O ego, que há pouco possuía, ruiu pelo simples fato de aqui estar, escrevendo-te, abrindo meus pensamentos para ti. Pois assim peço que perdoe-me se em qualquer momento te decepcionei, pois juro que tentei, mas há coisas que não pude evitar. Nunca houvera em mim tanto nervosismo, embora fosse uma pessoa confiante…

O lado frio que possuía morrera, mas suplico que te permitas a sinceridade para comigo. Sou teu pequeno e apaixonadamente doente, trate-me, pois, com tua presença. Estás no centro de meus pensamentos, pergunto-te, então, quando quererá ser meu? Pois te desejo de maneira fascinada e irracional. Manifesto! Pelo medo de perder-me dentro de tal mar de personalidade e paixão.

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