] Insira o título aqui XXIII [

Era uma vez – note o uso proposital de tal início clichê – certa jovem carente de inspiração ou qualquer coisa que pudesse ser útil na arte de escrever um texto. A pobre garota, inocente e despreparada, pensou ter uma tarefa fácil já que a seita que frequentava junto a um outro membro lhe permitia ser livre para usar as palavras da forma que bem entendesse. Bom, garanto que ela falhou miseravelmente.O grande Mago da Escrita esboçou empatia para com ela e a tentou libertar da pressão imposta por ela sobre si mesma, porém, nem seus magníficos poderes bastaram. A menina tentou por semanas, tendo por único resultado de seus esforços uma página branca com a escrita “rascunho” em vermelho.Ela pensou muito no que escrever. Quase escreveu sobre o fato de uma coisa ser uma coisa, um verbo – coisar – ou um super herói do Quarteto Fantástico. Quase escreveu sobre nossa vida ser baseada em primeiras vezes, já que costumamos nascer pela primeira vez, comer pela primeira vez, assistir a um filme pela primeira vez e ver as primeiras vezes diminuírem ao longo dos anos quando a vida começa a ficar séria de verdade. Talvez ela escreva sobre isso e, então saia, pela primeira vez, do pior bloqueio criativo que teve na vida.

Qual foi sua primeira vez de hoje? Se, assim como eu, tiver que pensar muito nisso, quer dizer que a vida anda pedindo um pouco menos de seriedade e um pouco mais de um instinto aventureiro, portanto, resolvi dar o pontapé inicial. Hoje, pela primeira vez, eu vi a localização de vários países no continente Africano e, pela primeira vez em muito tempo, escrevi um texto totalmente novo, que dará a você a chance de ter uma primeira vez hoje, e outra no próximo texto e assim por diante. As primeiras vezes nunca acabam quando se tem algo pra ler.

Por fim, a menina conseguiu escrever um texto sem nexo ou fundamento como pede o regulamento e fechou os doloridos e cansados olhos para sentir que nada além de: “E viveu feliz para sempre!” poderia dar fim a essa história.

 

Fim

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