Marionete

O show se acaba, as cortinas se fecham, mas nós ainda somos controladas, fazendo coisas que não queremos, mas ainda assim fazemos, com a esperança de não ficarmos sozinhas e esquecidas em um baú escuro no sótão de alguém, com um pequeno fio de luz para sermos alegres, para sentirmos que o teatro nos proporciona rir, chorar, sentir, viver, ser ao menos um pouco humano.
Apesar de toda esperança que tenho, apesar de ser controlado por várias e várias pessoas com diversos sentimentos, jamais eu, uma simples marionete, poderei ser um humano, só posso sentir o que meu controlador sente, nunca poderei sentir algo meu; então estou fadado a copiar as faces de meu titereiro.
Depois que o show se acaba e as cortinas se fecham, sou guardado mais uma vez em meu baú escuro, a única coisa que me resta é guardar todas minhas máscaras que moldei enquanto estava em meu show.
E de novo, sem sentimentos, sozinho e sem humanos.
Corte minhas cordas.

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