] insira o título aqui XXI [

O canto livre ainda que aprisionado,

tão belo quanto pode ser;

pudera eu, ter gozado mais vezes de seus talentos;

quem dera eu, das dores menores,

guardar apenas o que à morte antecedeu.

 

A lágrima não apaga resquícios

e não reprime a dor que por dentro arde;

pudera eu, tê-lo privado de tal tristeza;

quem dera eu, ser realmente possível,

trazer de volta aqueles que agora se perderam.

 

O vazio que permanece por muito,

tão cheio do que não se pode ver;

pudera eu, ouvi-los cantar novamente;

quem dera eu, circunstâncias não fossem como são,

tão imutáveis quanto a realidade.

 

Sejam as lembranças construídas em vida, maiores que em morte.

Que ocupe no limiar dos pensamentos,

a memória de uma liberdade que foi levada pelos ventos.

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