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Palavras.
Palavras são, definitivamente, importantes.
Particularmente, acredito que o mundo não existiria como é hoje se não existissem palavras. Posso afirmar com certeza, que este texto não existiria sem palavras, que por consequência, não existiriam sem letras – e estas seriam, provavelmente, inúteis se não formassem palavras.
Paisagens não poderiam ser descritas sem palavras e, de certa forma, seres humanos não existiram sem palavras, seja na definição biológica do que é ser humano ou – na mais interessante – definição linguística.
Por mais vezes do que é considerado saudável me pego pensando em coisas como “Por que a poça de água se chama poça? Ela poderia muito bem se chamar psicologia!”, e então caio em um infinito redemoinho de pensamentos que buscam justificar o porquê das coisas serem como são.
Por que? Porque? Por quê? Porquê?
Por que existem quatro tipos de porquê?
Portugal que me perdoe, mas o português, apesar de lindo, é extremamente complicado.
Por quê, você me perguntará e eu hei de não lhe responder.
Permita-se repetir a mesma palavra dez vezes e me diga: o que aconteceu? Perdeu o seu significado, não é mesmo?
Pois é, essa é a beleza da língua: perde seu significado, mas não deixa de significar.

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