Jovem

Quero o fim das religiões
Dessas que põem grilhões
Pois elas não passam, na verdade
De ladras da liberdade

Eu é que sou livre
Não creio em nada
Não há o que me prive
De minha própria derrocada

Sou o vanguardista
Crítico da hipocrisia
Um jovem ultra modernista
O terror da burguesia

Dos homens-papagaios, sou o melhor
Entoo a mais bela canção
Sem sequer compor:
Tudo é mera repetição

Alheio ao mundo
Avesso à leitura
O que me toca é profundo:
A pura amargura

Alfim, se algo posso recomendar
Peço que estude
Não que eu o faça
– Deus me livre dessa traça
Mas preciso ao menos mostrar
Que sou uma pessoa de virtude

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